segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Encriptar a pasta "home" após instalação do Ubuntu Linux

Durante a instalação do Ubuntu Linux 12.04 LTS (Precise Pangolin), é-nos dada a possibilidade de encriptar a nossa pasta "home". Se optarmos por encriptar mais tarde, basta seguir os seguintes passos:

1.- Instalar ecryptfs-utils e cryptsetup
~$ sudo apt-get install ecryptfs-utils cryptsetup

2.- Reiniciar em “Recovery Mode”.

3.- Aguardar uns segundos. Quando aparecer o menu, escolher “Drop to root shell prompt”.

4.- Iniciar a encriptação
~$ ecryptfs-­migrate­-home ­­--user utilizador

Nota #1: É criada uma cópia de segurança em /home/utilizador.XXXXXXXX (8 caracteres aleatórios)

Nota #2: Se aparecer uma mensagem informando que o sistema de arquivo é apenas de leitura (read-only), executar o seguinte comando: mount -o remount,rw /

5.- Reiniciar
~$ reboot now

6.- Quando entrarmos na conta, irá aparecer um aviso para memorizar/guardar a chave de recuperação (clicar “Run this action now”). (Em qualquer altura, podemos visualizar a chave de recuperação digitando no terminal ecryptfs-unwrap-passphrase).

7.- Encriptar a partição swap
~$ sudo ecryptfs-setup-swap

8.- Reiniciar.

Nota #3: Ao encriptarmos a pasta "home", a pasta “Public” deixará de estar acessível (é detectada mas inacessível ao exterior). A solução que encontrei foi criar uma pasta pública fora da nossa “home” (ou seja, em vez de /home/utilizador, ser em /home).

~$ cd /home
~$ sudo mkdir share
~$ sudo chmod 777 /home/share


A partir de agora, a pasta pública passa a ser a “share”.

The operation can’t be completed because the original item for “Public” can’t be found.

Solução:

~$ sudo nano /etc/samba/smb.conf

[...]

[Public]
path = /home/utilizador/Public
writeable = yes
browseable = yes
guest ok = yes
available = yes
force user = utilizador
force group = users


Nota #4: Se tudo estiver a correr bem, podemos apagar o backup que foi criado durante o processo de encriptação (ver passo 4): sudo rm -rf /home/utilizador.XXXXXXXX.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

'IIGS

Os líderes dos países mais afectados pela crise do euro - Grécia, Irlanda, Espanha e Itália - estão hoje reunidos em Roma a convite do primeiro-ministro italiano, Mário Monti, para discutirem o futuro da moeda europeia e procurarem alternativas à austeridade como única solução para sair da crise, nomeadamente através de promoção de políticas de crescimento na Europa.

Portugal não está presente.

Isto é deprimente.

sábado, 15 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

A cobardia (e a iliteracia económica) como modo de ser

Passos voltou hoje a revelar toda a sua cobardia política. A decisão de ontem foi a forma que o governo arranjou de implementar a sua visão para a competitividade do país, i.e. redução salarial. O tal primeiro ministro que quer transformar estruturalmente a economia nacional e democratizar o país não tem outra ideia para o país que não a via Bangladesh para a competitividade. O homem que começou o discurso de ontem prometendo franqueza, usou a decisão do Tribunal Constitucional como pretexto para uma opção que nada tem que ver com o debate em torno dos cortes dos subsídio de férias e natal dos funcionários públicos e dos pensionistas.
No mundo em que vive Passos, reduzir os custos salariais das empresas (de todas - grandes, pequenas, exportadoras, não-exportadoras) vai melhorar a tesouraria, promover a criação de emprego e dinamizar as exportações. Como é evidente, isto é só verdade num mundo ceteris paribus e outras fantasias de alguma 'ciência' económica. Se é verdade que as empresas ganham em redução de custos, não é menos verdade que perdem em procura e vendas, porque esta medida deprime, ainda mais, a procura interna e o consumo. No mundo em que vivemos, o efeito na tesouraria é necessariamente indeterminado. Também não se percebe em que medida é que as empresas irão contratar mais trabalhadores, porque a procura, que é o que determina as necessidades de emprego, ou fica igual (empresas exportadoras) ou cai (empresas que produzem para o mercado interno). A ideia do aumento da competitividade das exportações também não tem grande sustentação: não só não é líquido que as empresas tenham margem para baixar muito os preços do que produzem (custos laborais são cerca de 13% dos seus custos totais), como, mesmo que os baixassem, está por provar que isso se traduziria em aumento das exportações. A coisa torna-se ainda mais grave quando percebemos que esta estratégia de compressão salarial está em curso em toda a Europa, o que anula quaisquer hipotéticos ganhos de competitividade (a competitividade é um conceito relativo, não absoluto). Apresentar esta medida como um estimulo ao emprego e um reforço da competitividade é a prova da iliteracia económica de quem nos governa.

João Galamba
in Jugular, 08/09/2012
Intervenção na A.R..

Microsoft Security Essentials Updates

No site oficial do Microsoft Security Essentials somos informados que as actualizações são automaticamente efectuadas em segundo plano após a sua instalação. Mas a verdade é que nem sempre isto acontece e, por várias vezes, aparece um aviso a lembrar que a base de dados está desactualizada.

Contudo, é possível contornar esta situação recorrendo ao "Programador de Tarefas" de modo a garantir que as actualizações sejam, de facto, efectuadas automática e regularmente. Basta criar uma tarefa básica para o ficheiro "C:\Program Files\Microsoft Security Essentials\MpCmdRun.exe" e inserir no campo "Adicionar argumentos (opcional)" o argumento "SignatureUpdate". (As instruções podem ser consultadas aqui). A partir deste momento, o MSE irá ser actualizado de acordo com o horário especificado.

Nota #1: Para não aparecer a janela da "Linha de comandos" (cmd.exe) cada vez que arranca o "Programador de Tarefas", é necessário mudar o utilizador (conta) para "SYSTEM" (NT AUTHORITY\SYSTEM).

Nota #2: Pessoalmente, costumo recomendar o Avira. O MSE tem a vantagem de ser possível instalar *legalmente* numa pequena e média empresa num máximo de 10 PCs.

domingo, 29 de julho de 2012

Windows Update atrofiado

"Neste momento, o Windows Update não consegue procurar actualizações porque o serviço não está em execução. Poderá ter de reiniciar o computador."

Esta mensagem apareceu quando tentei manualmente actualizar o Windows 7. Achei estranho não surgir de imediato a notificação das actualizações visto não correr o Windows desde Abril. Depois de reiniciar, e de verificar se o serviço de actualizações estava a funcionar (e estava), voltou a acontecer o mesmo.

A solução encontrei aqui. Basta ir às definições do Windows Update, alterar para “Nunca procurar actualizações (não recomendado)”, premir “Ok” e, logo de seguida, voltar a seleccionar “Instalar actualizações automaticamente (recomendado)”. A partir deste momento, o Windows Update está novamente a funcionar e a procurar por actualizações.

Enfim.

domingo, 22 de julho de 2012

A grande História de José Hermano Saraiva

(...) As críticas que são feitas - de que se tratava de um falso historiador, de um romancista/ficcionista da história dando importância à lenda e a história sensacionalista e sem bases - é uma falsa crítica. Na minha relação com os programas do JHS sempre senti o entusiasmo que passava e a notável capacidade de criar ligações entre as várias histórias. Isso é e foi sempre sinal de inteligência. Raramente me lembro de o ter ouvido a dizer que era historiador. Considerava-se um divulgador de História e, neste país de incultos, conseguir transmitir como ele o fez, entusiasmo e vontade de saber, conseguir levar pessoas a visitar os locais que referia e interessar as populações locais pelos seus monumentos e lendas (coisas que nunca aconteceria de outra maneira), é obra. E quem quisesse saber mais ou quem quisesse saber a "verdade", que investigasse - ele deixava as pistas. No meu entendimento esse é o verdadeiro valor do "ensino": despertar curiosidade e entusiasmo porque só desses pode partir a vontade individual de saber mais. O ensino massacrante e monocórdico de factos, o despejar de conhecimentos de forma insossa é estéril.
(...) E não me venham com a velha história do comentário cobarde pós 25 de Abril de que Camões era um trabalhador. Naquele tempo e para JHS que tinha sido Ministro do Estado Novo essa foi a estratégia de sobrevivência e provavelmente a maneira de ficar num país que amava e cuja História o inspirava. Cobardes somos nós que deixamos os nossos governantes espezinhar-nos e cortamos na casaca de quem acabou de morrer.

Hugo Xavier
in O Novo Ecléctico, 22/07/2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A fronteira da escravatura

(...) A história dos trabalhadores da Covilhã, a viverem num armazém, foi chocante por aquilo que se é capaz de fazer para ganhar uma margem no negócio. Mas foi mais chocante ainda pela imagem que deu da sociedade indiferente em que nos transformámos.
A primeira reacção às condições degradantes de vida daquelas pessoas foi contactar o Ministério da Solidariedade Social como se de um caso de caridade se tratasse. Há uns anos, não muitos, o sítio onde todos nós buscaríamos uma resposta seria no Ministério do Trabalho, mais concretamente na Inspecção Geral do Trabalho. E a Opway, a Somague e a própria PT teriam muito que explicar, não se desculpando com subempreitadas ou com empregos que vão criar.
Houve também um tempo, na escravatura e nos primeiros tempos da revolução industrial, em que o medo fez com que tudo se aguentasse. Até ao dia em que se perdeu o medo. O que é mais aterrador na actual crise é a impossibilidade de qualquer sociedade europeia aguentar a degradação de valores que as lideranças querem impor para ultrapassar os actuais problemas.

Helena Garrido
in Jornal de Negócios, 16/07/2012

sábado, 30 de junho de 2012

Remover a partição do Ubuntu Linux no MacBook, parte 2

Remover o Ubuntu Linux do Macbook não é complicado. Basta arrancar com o LiveCD do Ubuntu e remover as respectivas partições com o GParted. De seguida, arrancar com o CD do Mac, correr o Disk Utility e voltar a redimensionar a partição do OS X. Estes passos são o suficiente para remover o Ubuntu com segurança, sem perder nenhuma informação.

Mas se, por distracção ou por outro motivo qualquer, o GRUB foi instalado no /dev/sda e não no /dev/sda3, como é indicado nas instruções, permanecerá informação no bootloader do OS X. Se estiverem a usar o rEFIt, irá aparecer um icon “desconhecido”.

Embora não afecte o funcionamento do Mac OS X, é sempre chato ter esta informação pendente.

Assim, para remover o GRUB do /dev/sda e ficar tudo como deve ser, basta perder mais 5 minutos e fazer o seguinte:

Remover “Boot Linux from HD”

Abrir o terminal e escrever
    fdisk -u /dev/disk0
(Dependendo da configuração, o disco pode ter outro número/sufixo. Se tiverem apenas um disco, é quase certo ser “0”).

Remover “Boot EFI\ubuntu\grubx64.efi from EFI”

1.- Arrancar com o Ubuntu Live CD e correr o GParted.

2.- Seleccionar a partição “EFI”. No menu, escolher a opção “flags” e deseleccionar “boot”.

3.- Sair do GParted e arrancar no OS X.

4.- Quando o OS X iniciar, irá aparecer um novo disco/volume (“/volumes/efi”). Aceder via finder e apagar a pasta “ubuntu”.

5.- Repetir os passos 1 e 2. No segundo passo, seleccionar “boot”.

6.-  Sair do GParted e reiniciar.

E pronto :)