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terça-feira, 2 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Encriptar a pasta "home" após instalação do Ubuntu Linux
Durante a instalação do Ubuntu Linux 12.04 LTS (Precise Pangolin), é-nos dada a possibilidade de encriptar a nossa pasta "home". Se optarmos por encriptar mais tarde, basta seguir os seguintes passos:
1.- Instalar
2.- Reiniciar em “Recovery Mode”.
3.- Aguardar uns segundos. Quando aparecer o menu, escolher “Drop to root shell prompt”.
4.- Iniciar a encriptação
Nota #1: É criada uma cópia de segurança em
Nota #2: Se aparecer uma mensagem informando que o sistema de arquivo é apenas de leitura (read-only), executar o seguinte comando:
5.- Reiniciar
6.- Quando entrarmos na conta, irá aparecer um aviso para memorizar/guardar a chave de recuperação (clicar “Run this action now”). (Em qualquer altura, podemos visualizar a chave de recuperação digitando no terminal
7.- Encriptar a partição swap
8.- Reiniciar.
Nota #3: Ao encriptarmos a pasta "home", a pasta “Public” deixará de estar acessível (é detectada mas inacessível ao exterior).A solução que encontrei foi criar uma pasta pública fora da nossa “home” (ou seja, em vez de
A partir de agora, a pasta pública passa a ser a “share”.
The operation can’t be completed because the original item for “Public” can’t be found.
Solução:
Nota #4: Se tudo estiver a correr bem, podemos apagar o backup que foi criado durante o processo de encriptação (ver passo 4):
# edit 20/08/2013:
- ver "Nota #2" do ponto 4. (Obrigado Eduardo Cavalieri :)
# edit 12/05/2014:
- ver "Nota #3".
1.- Instalar
ecryptfs-utils e cryptsetup~$ sudo apt-get install ecryptfs-utils cryptsetup2.- Reiniciar em “Recovery Mode”.
3.- Aguardar uns segundos. Quando aparecer o menu, escolher “Drop to root shell prompt”.
4.- Iniciar a encriptação
~$ ecryptfs-migrate-home --user utilizadorNota #1: É criada uma cópia de segurança em
/home/utilizador.XXXXXXXX (8 caracteres aleatórios)Nota #2: Se aparecer uma mensagem informando que o sistema de arquivo é apenas de leitura (read-only), executar o seguinte comando:
mount -o remount,rw / 5.- Reiniciar
~$ reboot now6.- Quando entrarmos na conta, irá aparecer um aviso para memorizar/guardar a chave de recuperação (clicar “Run this action now”). (Em qualquer altura, podemos visualizar a chave de recuperação digitando no terminal
ecryptfs-unwrap-passphrase).7.- Encriptar a partição swap
~$ sudo ecryptfs-setup-swap8.- Reiniciar.
Nota #3: Ao encriptarmos a pasta "home", a pasta “Public” deixará de estar acessível (é detectada mas inacessível ao exterior).
/home/utilizador, ser em /home).~$ cd /home
~$ sudo mkdir share
~$ sudo chmod 777 /home/shareThe operation can’t be completed because the original item for “Public” can’t be found.
Solução:
~$ sudo nano /etc/samba/smb.conf
[...]
[Public]
path = /home/utilizador/Public
writeable = yes
browseable = yes
guest ok = yes
available = yes
force user = utilizador
force group = usersNota #4: Se tudo estiver a correr bem, podemos apagar o backup que foi criado durante o processo de encriptação (ver passo 4):
sudo rm -rf /home/utilizador.XXXXXXXX.# edit 20/08/2013:
- ver "Nota #2" do ponto 4. (Obrigado Eduardo Cavalieri :)
# edit 12/05/2014:
- ver "Nota #3".
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
'IIGS
Os líderes dos países mais afectados pela crise do euro - Grécia, Irlanda, Espanha e Itália - estão hoje reunidos em Roma a convite do primeiro-ministro italiano, Mário Monti, para discutirem o futuro da moeda europeia e procurarem alternativas à austeridade como única solução para sair da crise, nomeadamente através de promoção de políticas de crescimento na Europa.
Portugal não está presente.
Isto é deprimente.
Portugal não está presente.
Isto é deprimente.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Mac OS X: Samba 3, versão open source
Desde o OS X 10.7(*) que tenho tido alguns problemas na partilha de ficheiros entre o meu MacBook e os PCs com o Windows da empresa (a única excepção é o PC com o Ubuntu Linux - parece que foram feitos um para o outro ;), sobretudo no acesso às pastas partilhadas via conta "guest". Recorrendo ao Google, tenho arranjado algumas soluções provisórias/imediatas, nomeadamente através de pequenos "tweaks" no registry (ver exemplo aqui).
Farto de procurar por "remendos", resolvi instalar a versão open source do Samba 3 e, até agora, parece que todos os problemas de compatibilidade foram resolvidos :) Os PCs com o Windows já encontram e acedem de imediato à minha pasta "pública", incluindo via conta "guest". Também o acesso às impressoras partilhadas parece ser agora mais rápido.
Para quem quiser experimentar, aqui ficam os passos que eu dei:
1.- Confirmar que a opção "File Sharing" está desactivada (System Preferences, Sharing).
2.- Desactivar o serviço
3.- Reiniciar.
4.- Instalar o Samba 3 no OS X via MacPorts
5.- Copiar
6.- Editar/configurar
7.- Iniciar samba3
There.
(*) Apple replaces Samba for Windows networking services (because of GPLv3).
Inicar/parar serviço via
Ficheiros (serviço):
1.- Criar ficheiro
2.- Copy/paste:
3.- Criar ficheiro
4.- Copy/paste:
5.- Reiniciar.
Ficheiro applescript (por ex., para correr em contas "standard"):
# edit 27/05/2013
Farto de procurar por "remendos", resolvi instalar a versão open source do Samba 3 e, até agora, parece que todos os problemas de compatibilidade foram resolvidos :) Os PCs com o Windows já encontram e acedem de imediato à minha pasta "pública", incluindo via conta "guest". Também o acesso às impressoras partilhadas parece ser agora mais rápido.
Para quem quiser experimentar, aqui ficam os passos que eu dei:
1.- Confirmar que a opção "File Sharing" está desactivada (System Preferences, Sharing).
2.- Desactivar o serviço
com.apple.netbiosd (Apple's SMB server)~$ sudo mv /System/Library/LaunchDaemons/com.apple.netbiosd.plist com.apple.netbiosd.bak 3.- Reiniciar.
4.- Instalar o Samba 3 no OS X via MacPorts
~$ sudo port install samba35.- Copiar
smb.sample para smb.conf~$ sudo cp /opt/local/etc/samba3/smb.conf.sample /opt/local/etc/samba3/smb.conf6.- Editar/configurar
smb.conf (configuração de modo a permitir o acesso "guest")~$ sudo nano /opt/local/etc/samba3/smb.conf#======================= Global Settings =====================================
[global]
workgroup = WORKGROUP
server string = Samba Server on (%L)
netbios name = gandalf
security = user
Map to guest = Bad User
...
#============================ Share Definitions ==============================
...
[share]
comment = MacBook
path = /Users/Shared/share
browseable = yes
guest ok = yes
create mask = 644 directory mask = 755
read only = no7.- Iniciar samba3
~$ sudo /opt/local/sbin/smbd -D && sudo /opt/local/sbin/nmbd -DThere.
(*) Apple replaces Samba for Windows networking services (because of GPLv3).
Inicar/parar serviço via
launchctl:~$ sudo launchctl start|stop org.samba.nmbd
~$ sudo launchctl start|stop org.samba.smbdFicheiros (serviço):
1.- Criar ficheiro
org.samba.nmbd.plist:~$ sudo nano /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist2.- Copy/paste:
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE plist PUBLIC "-//Apple//DTD PLIST 1.0//EN" "http://www.apple.com/DTDs/PropertyList-1.0.dtd">
<plist version="1.0">
<dict>
<key>Label</key>
<string>org.samba.nmbd</string>
<key>OnDemand</key>
<false/>
<key>ProgramArguments</key>
<array>
<string>/opt/local/sbin/nmbd</string>
<string>-F</string>
</array>
<key>RunAtLoad</key>
<true/>
<key>ServiceDescription</key>
<string>netbios</string>
</dict>
</plist>
3.- Criar ficheiro
org.samba.smbd.plist:~$ sudo nano /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist4.- Copy/paste:
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!DOCTYPE plist PUBLIC "-//Apple//DTD PLIST 1.0//EN" "http://www.apple.com/DTDs/PropertyList-1.0.dtd">
<plist version="1.0">
<dict>
<key>Label</key>
<string>org.samba.smbd</string>
<key>OnDemand</key>
<true/>
<key>ProgramArguments</key>
<array>
<string>/opt/local/sbin/smbd</string>
<string>-Fs</string>
<string>/opt/local/etc/samba3/smb.conf</string>
</array>
<key>RunAtLoad</key>
<true/>
<key>ServiceDescription</key>
<string>samba</string>
</dict>
</plist>
5.- Reiniciar.
Ficheiro applescript (por ex., para correr em contas "standard"):
display dialog "Samba3 disabler.
Version 1.1.1
Support for Lion/Mountain Lion." buttons {"Enable", "Disable", "Cancel"} with icon stop
set userChoice to button returned of result
if userChoice = "Enable" then
do shell script "launchctl load -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist" with administrator privileges
do shell script "launchctl load -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist" with administrator privileges
do shell script "launchctl start org.samba.nmbd" with administrator privileges
do shell script "launchctl start org.samba.smbd" with administrator privileges
else if userChoice = "Disable" then
do shell script "launchctl stop org.samba.nmbd" with administrator privileges
do shell script "launchctl stop org.samba.smbd" with administrator privileges
do shell script "launchctl unload -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist" with administrator privileges
do shell script "launchctl unload -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist" with administrator privileges
else if userChoise = "Cancel" then
return
end if
# edit 27/05/2013
sábado, 15 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
A cobardia (e a iliteracia económica) como modo de ser
Passos voltou hoje a revelar toda a sua cobardia política. A decisão de ontem foi a forma que o governo arranjou de implementar a sua visão para a competitividade do país, i.e. redução salarial. O tal primeiro ministro que quer transformar estruturalmente a economia nacional e democratizar o país não tem outra ideia para o país que não a via Bangladesh para a competitividade. O homem que começou o discurso de ontem prometendo franqueza, usou a decisão do Tribunal Constitucional como pretexto para uma opção que nada tem que ver com o debate em torno dos cortes dos subsídio de férias e natal dos funcionários públicos e dos pensionistas.# edit 13/09/2012: Intervenção na A.R..
No mundo em que vive Passos, reduzir os custos salariais das empresas (de todas - grandes, pequenas, exportadoras, não-exportadoras) vai melhorar a tesouraria, promover a criação de emprego e dinamizar as exportações. Como é evidente, isto é só verdade num mundo ceteris paribus e outras fantasias de alguma 'ciência' económica. Se é verdade que as empresas ganham em redução de custos, não é menos verdade que perdem em procura e vendas, porque esta medida deprime, ainda mais, a procura interna e o consumo. No mundo em que vivemos, o efeito na tesouraria é necessariamente indeterminado. Também não se percebe em que medida é que as empresas irão contratar mais trabalhadores, porque a procura, que é o que determina as necessidades de emprego, ou fica igual (empresas exportadoras) ou cai (empresas que produzem para o mercado interno). A ideia do aumento da competitividade das exportações também não tem grande sustentação: não só não é líquido que as empresas tenham margem para baixar muito os preços do que produzem (custos laborais são cerca de 13% dos seus custos totais), como, mesmo que os baixassem, está por provar que isso se traduziria em aumento das exportações. A coisa torna-se ainda mais grave quando percebemos que esta estratégia de compressão salarial está em curso em toda a Europa, o que anula quaisquer hipotéticos ganhos de competitividade (a competitividade é um conceito relativo, não absoluto). Apresentar esta medida como um estimulo ao emprego e um reforço da competitividade é a prova da iliteracia económica de quem nos governa.
João Galamba
in Jugular, 08/09/2012
Microsoft Security Essentials Updates
No site oficial do Microsoft Security Essentials somos informados que as actualizações são automaticamente efectuadas em segundo plano após a sua instalação. Mas a verdade é que nem sempre isto acontece e, por várias vezes, aparece um aviso a lembrar que a base de dados está desactualizada.
Contudo, é possível contornar esta situação recorrendo ao "Programador de Tarefas" de modo a garantir que as actualizações sejam, de facto, efectuadas automática e regularmente. Basta criar uma tarefa básica para o ficheiro "
Nota #1: Para não aparecer a janela da "Linha de comandos" (cmd.exe) cada vez que arranca o "Programador de Tarefas", é necessário mudar o utilizador (conta) para "SYSTEM" (
Nota #2: Pessoalmente, costumo recomendar o Avira. O MSE tem a vantagem de ser possível instalar *legalmente* numa pequena e média empresa num máximo de 10 PCs.
Contudo, é possível contornar esta situação recorrendo ao "Programador de Tarefas" de modo a garantir que as actualizações sejam, de facto, efectuadas automática e regularmente. Basta criar uma tarefa básica para o ficheiro "
C:\Program Files\Microsoft Security Essentials\MpCmdRun.exe" e inserir no campo "Adicionar argumentos (opcional)" o argumento "SignatureUpdate". (As instruções podem ser consultadas aqui). A partir deste momento, o MSE irá ser actualizado de acordo com o horário especificado. Nota #1: Para não aparecer a janela da "Linha de comandos" (cmd.exe) cada vez que arranca o "Programador de Tarefas", é necessário mudar o utilizador (conta) para "SYSTEM" (
NT AUTHORITY\SYSTEM).Nota #2: Pessoalmente, costumo recomendar o Avira. O MSE tem a vantagem de ser possível instalar *legalmente* numa pequena e média empresa num máximo de 10 PCs.
domingo, 29 de julho de 2012
Windows Update atrofiado
"Neste momento, o Windows Update não consegue procurar actualizações porque o serviço não está em execução. Poderá ter de reiniciar o computador."
Esta mensagem apareceu quando tentei manualmente actualizar o Windows 7. Achei estranho não surgir de imediato a notificação das actualizações visto não correr o Windows desde Abril. Depois de reiniciar, e de verificar se o serviço de actualizações estava a funcionar (e estava), voltou a acontecer o mesmo.
A solução encontrei aqui. Basta ir às definições do Windows Update, alterar para “Nunca procurar actualizações (não recomendado)”, premir “Ok” e, logo de seguida, voltar a seleccionar “Instalar actualizações automaticamente (recomendado)”. A partir deste momento, o Windows Update está novamente a funcionar e a procurar por actualizações.
Enfim.
Esta mensagem apareceu quando tentei manualmente actualizar o Windows 7. Achei estranho não surgir de imediato a notificação das actualizações visto não correr o Windows desde Abril. Depois de reiniciar, e de verificar se o serviço de actualizações estava a funcionar (e estava), voltou a acontecer o mesmo.
A solução encontrei aqui. Basta ir às definições do Windows Update, alterar para “Nunca procurar actualizações (não recomendado)”, premir “Ok” e, logo de seguida, voltar a seleccionar “Instalar actualizações automaticamente (recomendado)”. A partir deste momento, o Windows Update está novamente a funcionar e a procurar por actualizações.
Enfim.
domingo, 22 de julho de 2012
A grande História de José Hermano Saraiva
(...) As críticas que são feitas - de que se tratava de um falso historiador, de um romancista/ficcionista da história dando importância à lenda e a história sensacionalista e sem bases - é uma falsa crítica. Na minha relação com os programas do JHS sempre senti o entusiasmo que passava e a notável capacidade de criar ligações entre as várias histórias. Isso é e foi sempre sinal de inteligência. Raramente me lembro de o ter ouvido a dizer que era historiador. Considerava-se um divulgador de História e, neste país de incultos, conseguir transmitir como ele o fez, entusiasmo e vontade de saber, conseguir levar pessoas a visitar os locais que referia e interessar as populações locais pelos seus monumentos e lendas (coisas que nunca aconteceria de outra maneira), é obra. E quem quisesse saber mais ou quem quisesse saber a "verdade", que investigasse - ele deixava as pistas. No meu entendimento esse é o verdadeiro valor do "ensino": despertar curiosidade e entusiasmo porque só desses pode partir a vontade individual de saber mais. O ensino massacrante e monocórdico de factos, o despejar de conhecimentos de forma insossa é estéril.
(...) E não me venham com a velha história do comentário cobarde pós 25 de Abril de que Camões era um trabalhador. Naquele tempo e para JHS que tinha sido Ministro do Estado Novo essa foi a estratégia de sobrevivência e provavelmente a maneira de ficar num país que amava e cuja História o inspirava. Cobardes somos nós que deixamos os nossos governantes espezinhar-nos e cortamos na casaca de quem acabou de morrer.
Hugo Xavier
in O Novo Ecléctico, 22/07/2012
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