terça-feira, 2 de outubro de 2012

Nostalgia (III)

The Cure - "A Forest" (1986)



The Cure - "A Strange Day" (1991)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Encriptar a pasta "home" após instalação do Ubuntu Linux

Durante a instalação do Ubuntu Linux 12.04 LTS (Precise Pangolin), é-nos dada a possibilidade de encriptar a nossa pasta "home". Se optarmos por encriptar mais tarde, basta seguir os seguintes passos:

1.- Instalar ecryptfs-utils e cryptsetup
~$ sudo apt-get install ecryptfs-utils cryptsetup

2.- Reiniciar em “Recovery Mode”.

3.- Aguardar uns segundos. Quando aparecer o menu, escolher “Drop to root shell prompt”.

4.- Iniciar a encriptação
~$ ecryptfs-­migrate­-home ­­--user utilizador

Nota #1: É criada uma cópia de segurança em /home/utilizador.XXXXXXXX (8 caracteres aleatórios)

Nota #2: Se aparecer uma mensagem informando que o sistema de arquivo é apenas de leitura (read-only), executar o seguinte comando: mount -o remount,rw /

5.- Reiniciar
~$ reboot now

6.- Quando entrarmos na conta, irá aparecer um aviso para memorizar/guardar a chave de recuperação (clicar “Run this action now”). (Em qualquer altura, podemos visualizar a chave de recuperação digitando no terminal ecryptfs-unwrap-passphrase).

7.- Encriptar a partição swap
~$ sudo ecryptfs-setup-swap

8.- Reiniciar.

Nota #3: Ao encriptarmos a pasta "home", a pasta “Public” deixará de estar acessível (é detectada mas inacessível ao exterior). A solução que encontrei foi criar uma pasta pública fora da nossa “home” (ou seja, em vez de /home/utilizador, ser em /home).

~$ cd /home
~$ sudo mkdir share
~$ sudo chmod 777 /home/share


A partir de agora, a pasta pública passa a ser a “share”.

The operation can’t be completed because the original item for “Public” can’t be found.

Solução:

~$ sudo nano /etc/samba/smb.conf

[...]

[Public]
path = /home/utilizador/Public
writeable = yes
browseable = yes
guest ok = yes
available = yes
force user = utilizador
force group = users


Nota #4: Se tudo estiver a correr bem, podemos apagar o backup que foi criado durante o processo de encriptação (ver passo 4): sudo rm -rf /home/utilizador.XXXXXXXX.

# edit 20/08/2013:
- ver "Nota #2" do ponto 4. (Obrigado Eduardo Cavalieri :)

# edit 12/05/2014:
- ver "Nota #3".

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

'IIGS

Os líderes dos países mais afectados pela crise do euro - Grécia, Irlanda, Espanha e Itália - estão hoje reunidos em Roma a convite do primeiro-ministro italiano, Mário Monti, para discutirem o futuro da moeda europeia e procurarem alternativas à austeridade como única solução para sair da crise, nomeadamente através de promoção de políticas de crescimento na Europa.

Portugal não está presente.

Isto é deprimente.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mac OS X: Samba 3, versão open source

Desde o OS X 10.7(*) que tenho tido alguns problemas na partilha de ficheiros entre o meu MacBook e os PCs com o Windows da empresa (a única excepção é o PC com o Ubuntu Linux - parece que foram feitos um para o outro ;), sobretudo no acesso às pastas partilhadas via conta "guest". Recorrendo ao Google, tenho arranjado algumas soluções provisórias/imediatas, nomeadamente através de pequenos "tweaks" no registry (ver exemplo aqui).

Farto de procurar por "remendos", resolvi instalar a versão open source do Samba 3 e, até agora, parece que todos os problemas de compatibilidade foram resolvidos :) Os PCs com o Windows já encontram e acedem de imediato à minha pasta "pública", incluindo via conta "guest". Também o acesso às impressoras partilhadas parece ser agora mais rápido.

Para quem quiser experimentar, aqui ficam os passos que eu dei:

1.- Confirmar que a opção "File Sharing" está desactivada (System Preferences, Sharing).

2.- Desactivar o serviço com.apple.netbiosd (Apple's SMB server)
~$ sudo mv /System/Library/LaunchDaemons/com.apple.netbiosd.plist com.apple.netbiosd.bak

3.- Reiniciar.

4.- Instalar o Samba 3 no OS X via MacPorts
~$ sudo port install samba3

5.- Copiar smb.sample para smb.conf
~$ sudo cp /opt/local/etc/samba3/smb.conf.sample /opt/local/etc/samba3/smb.conf

6.- Editar/configurar smb.conf (configuração de modo a permitir o acesso "guest")
~$ sudo nano /opt/local/etc/samba3/smb.conf
#======================= Global Settings =====================================
[global]
   workgroup = WORKGROUP
   server string = Samba Server on (%L)
   netbios name = gandalf
   security = user
   Map to guest = Bad User
...   
#============================ Share Definitions ==============================
...
[share]
   comment = MacBook
   path = /Users/Shared/share
  
browseable = yes
   guest ok = yes
   create mask = 644

   directory mask = 755
   read only = no


7.- Iniciar samba3
~$ sudo /opt/local/sbin/smbd -D && sudo /opt/local/sbin/nmbd -D

There.

(*) Apple replaces Samba for Windows networking services (because of GPLv3).


Inicar/parar serviço via launchctl:
~$ sudo launchctl start|stop org.samba.nmbd
~$ sudo launchctl start|stop org.samba.smbd


Ficheiros (serviço):

1.- Criar ficheiro org.samba.nmbd.plist:
~$ sudo nano /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist

2.- Copy/paste:
 <?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>  
 <!DOCTYPE plist PUBLIC "-//Apple//DTD PLIST 1.0//EN" "http://www.apple.com/DTDs/PropertyList-1.0.dtd">  
 <plist version="1.0">  
 <dict>  
      <key>Label</key>  
      <string>org.samba.nmbd</string>  
      <key>OnDemand</key>  
      <false/>  
      <key>ProgramArguments</key>  
      <array>  
           <string>/opt/local/sbin/nmbd</string>  
           <string>-F</string>  
      </array>  
      <key>RunAtLoad</key>  
      <true/>  
      <key>ServiceDescription</key>  
      <string>netbios</string>  
 </dict>  
 </plist>  

3.- Criar ficheiro org.samba.smbd.plist:
~$ sudo nano /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist

4.- Copy/paste:
 <?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>  
 <!DOCTYPE plist PUBLIC "-//Apple//DTD PLIST 1.0//EN" "http://www.apple.com/DTDs/PropertyList-1.0.dtd">  
 <plist version="1.0">  
 <dict>  
      <key>Label</key>  
      <string>org.samba.smbd</string>  
      <key>OnDemand</key>  
      <true/>  
      <key>ProgramArguments</key>  
      <array>  
           <string>/opt/local/sbin/smbd</string>  
           <string>-Fs</string>  
           <string>/opt/local/etc/samba3/smb.conf</string>  
      </array>  
      <key>RunAtLoad</key>  
      <true/>  
      <key>ServiceDescription</key>  
      <string>samba</string>  
 </dict>  
 </plist>  

5.- Reiniciar.

Ficheiro applescript (por ex., para correr em contas "standard"):
 display dialog "Samba3 disabler.  
 Version 1.1.1  
 Support for Lion/Mountain Lion." buttons {"Enable", "Disable", "Cancel"} with icon stop  
 set userChoice to button returned of result  
 if userChoice = "Enable" then  
      do shell script "launchctl load -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl load -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl start org.samba.nmbd" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl start org.samba.smbd" with administrator privileges  
 else if userChoice = "Disable" then  
      do shell script "launchctl stop org.samba.nmbd" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl stop org.samba.smbd" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl unload -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.nmbd.plist" with administrator privileges  
      do shell script "launchctl unload -w /Library/LaunchDaemons/org.samba.smbd.plist" with administrator privileges  
 else if userChoise = "Cancel" then  
      return  
 end if  

# edit 27/05/2013

sábado, 15 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

A cobardia (e a iliteracia económica) como modo de ser

Passos voltou hoje a revelar toda a sua cobardia política. A decisão de ontem foi a forma que o governo arranjou de implementar a sua visão para a competitividade do país, i.e. redução salarial. O tal primeiro ministro que quer transformar estruturalmente a economia nacional e democratizar o país não tem outra ideia para o país que não a via Bangladesh para a competitividade. O homem que começou o discurso de ontem prometendo franqueza, usou a decisão do Tribunal Constitucional como pretexto para uma opção que nada tem que ver com o debate em torno dos cortes dos subsídio de férias e natal dos funcionários públicos e dos pensionistas.
No mundo em que vive Passos, reduzir os custos salariais das empresas (de todas - grandes, pequenas, exportadoras, não-exportadoras) vai melhorar a tesouraria, promover a criação de emprego e dinamizar as exportações. Como é evidente, isto é só verdade num mundo ceteris paribus e outras fantasias de alguma 'ciência' económica. Se é verdade que as empresas ganham em redução de custos, não é menos verdade que perdem em procura e vendas, porque esta medida deprime, ainda mais, a procura interna e o consumo. No mundo em que vivemos, o efeito na tesouraria é necessariamente indeterminado. Também não se percebe em que medida é que as empresas irão contratar mais trabalhadores, porque a procura, que é o que determina as necessidades de emprego, ou fica igual (empresas exportadoras) ou cai (empresas que produzem para o mercado interno). A ideia do aumento da competitividade das exportações também não tem grande sustentação: não só não é líquido que as empresas tenham margem para baixar muito os preços do que produzem (custos laborais são cerca de 13% dos seus custos totais), como, mesmo que os baixassem, está por provar que isso se traduziria em aumento das exportações. A coisa torna-se ainda mais grave quando percebemos que esta estratégia de compressão salarial está em curso em toda a Europa, o que anula quaisquer hipotéticos ganhos de competitividade (a competitividade é um conceito relativo, não absoluto). Apresentar esta medida como um estimulo ao emprego e um reforço da competitividade é a prova da iliteracia económica de quem nos governa.

João Galamba
in Jugular, 08/09/2012
# edit 13/09/2012: Intervenção na A.R..

Microsoft Security Essentials Updates

No site oficial do Microsoft Security Essentials somos informados que as actualizações são automaticamente efectuadas em segundo plano após a sua instalação. Mas a verdade é que nem sempre isto acontece e, por várias vezes, aparece um aviso a lembrar que a base de dados está desactualizada.

Contudo, é possível contornar esta situação recorrendo ao "Programador de Tarefas" de modo a garantir que as actualizações sejam, de facto, efectuadas automática e regularmente. Basta criar uma tarefa básica para o ficheiro "C:\Program Files\Microsoft Security Essentials\MpCmdRun.exe" e inserir no campo "Adicionar argumentos (opcional)" o argumento "SignatureUpdate". (As instruções podem ser consultadas aqui). A partir deste momento, o MSE irá ser actualizado de acordo com o horário especificado.

Nota #1: Para não aparecer a janela da "Linha de comandos" (cmd.exe) cada vez que arranca o "Programador de Tarefas", é necessário mudar o utilizador (conta) para "SYSTEM" (NT AUTHORITY\SYSTEM).

Nota #2: Pessoalmente, costumo recomendar o Avira. O MSE tem a vantagem de ser possível instalar *legalmente* numa pequena e média empresa num máximo de 10 PCs.

domingo, 29 de julho de 2012

Windows Update atrofiado

"Neste momento, o Windows Update não consegue procurar actualizações porque o serviço não está em execução. Poderá ter de reiniciar o computador."

Esta mensagem apareceu quando tentei manualmente actualizar o Windows 7. Achei estranho não surgir de imediato a notificação das actualizações visto não correr o Windows desde Abril. Depois de reiniciar, e de verificar se o serviço de actualizações estava a funcionar (e estava), voltou a acontecer o mesmo.

A solução encontrei aqui. Basta ir às definições do Windows Update, alterar para “Nunca procurar actualizações (não recomendado)”, premir “Ok” e, logo de seguida, voltar a seleccionar “Instalar actualizações automaticamente (recomendado)”. A partir deste momento, o Windows Update está novamente a funcionar e a procurar por actualizações.

Enfim.

domingo, 22 de julho de 2012

A grande História de José Hermano Saraiva

(...) As críticas que são feitas - de que se tratava de um falso historiador, de um romancista/ficcionista da história dando importância à lenda e a história sensacionalista e sem bases - é uma falsa crítica. Na minha relação com os programas do JHS sempre senti o entusiasmo que passava e a notável capacidade de criar ligações entre as várias histórias. Isso é e foi sempre sinal de inteligência. Raramente me lembro de o ter ouvido a dizer que era historiador. Considerava-se um divulgador de História e, neste país de incultos, conseguir transmitir como ele o fez, entusiasmo e vontade de saber, conseguir levar pessoas a visitar os locais que referia e interessar as populações locais pelos seus monumentos e lendas (coisas que nunca aconteceria de outra maneira), é obra. E quem quisesse saber mais ou quem quisesse saber a "verdade", que investigasse - ele deixava as pistas. No meu entendimento esse é o verdadeiro valor do "ensino": despertar curiosidade e entusiasmo porque só desses pode partir a vontade individual de saber mais. O ensino massacrante e monocórdico de factos, o despejar de conhecimentos de forma insossa é estéril.
(...) E não me venham com a velha história do comentário cobarde pós 25 de Abril de que Camões era um trabalhador. Naquele tempo e para JHS que tinha sido Ministro do Estado Novo essa foi a estratégia de sobrevivência e provavelmente a maneira de ficar num país que amava e cuja História o inspirava. Cobardes somos nós que deixamos os nossos governantes espezinhar-nos e cortamos na casaca de quem acabou de morrer.

Hugo Xavier
in O Novo Ecléctico, 22/07/2012