terça-feira, 10 de maio de 2011

Bilhar às Nove e Meia, de Heinrich Böll

Sinopse
Sob o microscópio da narrativa, inspeccionada de forma profunda e com um humor surpreendente é com a família Faehmel que Böll desenha o retrato de uma Alemanha que tenta recuperar da guerra. Personagem a personagem, sob o olhar impiedoso do narrador, constrói-se a paisagem da família estilhaçada pela guerra. No palco do romance vão surgindo as mais variadas figuras, da secretária intrometida ao assassino psicopata, o santo e o pecador, dos inocentes aos desiludidos; para todos a guerra veio criar um novo mundo perturbador onde os seus lugares sociais estão em causa.

A tradução foi feita pela minha outra metade e já está à venda nas principais livrarias nacionais (Wook, Fnac, Bertrand, Bulhosa, ...).

Vá, ide comprar! Ide!:)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

wlstartup.exe - Ponto de entrada não encontrado

Após a actualização para o Windows Live Essentials 2011 via "Windows Update", o Messenger da Microsoft deixou de funcionar num dos computadores do trabalho (com o Windows Vista), mostrando a seguinte mensagem de erro:

Error: Oops! No img!...

Solução?

1.- Ir à directoria c:\Program Files\Windows Live\Installer e mudar o nome do ficheiro UXCore.dll para UXCore.dll.bak;

2.- Correr o ficheiro c:\Program Files\Windows Live\Installer\wlarp.exe;

3.- Seleccionar “repair”.

E pronto.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Visitação dos Reis Magos ao Salvador da Lapa

Numa altura de forte crise internacional, não ter orçamento é o pior sinal que se pode dar aos mercados, à comissão europeia, enfim, a todas as instâncias que realmente interessam, quer se goste ou não. Mesmo sendo um mau orçamento.

E, ao contrário do que alguns possam pensar, também não sei se esta história acabará bem para PPC. Talvez a visita dos “reis magos” à sede laranja tenha sido a justificação que o líder do PSD precisava para poder se abster e, no final, tudo terminar... como deve ser. Vamos ver.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Google Chrome (Mac OS X): algumas dicas (I)

Como criar múltiplos perfis

1.- Abrir o “AppleScript Editor";

2.- Vamos supor que queremos criar um perfil para as “Finanças”. Fazemos o seguinte:
    do shell script "/Applications/Google\\ Chrome.app/Contents/MacOS/Google\\ Chrome --user-data-dir=/Users/$USER/Library/Application\\ Support/Google/Finanças > /dev/null 2>&1 &"
(Para criar com outro nome, basta alterar onde está “Finanças”...)

3.- Gravar como aplicação (seleccionar “Application” no File Format). Por ex: Google Chrome Finanças.app. Depois, é só arrastar para a pasta das aplicações.

(Se quisermos alterar o ícone, basta fazer cp/paste do original.)

Como alterar (temporariamente) o user-agent

No terminal, escrever:
    open /Applications/Google\ Chrome.app --args -user-agent="Mozilla/5.0 (X11; U; FreeBSD i386; en-US; rv:1.9.2.10) Gecko/20100914 Firefox/3.6.10"
Como alterar o user-agent num novo perfil

1.- Abrir o “AppleScript Editor”;

2.- Copiar o seguinte:
    do shell script "/Applications/Google\\ Chrome.app/Contents/MacOS/Google\\ Chrome --user-data-dir=/Users/$USER/Library/Application\\ Support/Google/Finanças --user-agent='Mozilla/5.0 (X11; U; FreeBSD i386; en-US; rv:1.9.2.10) Gecko/20100914 Firefox/3.6.10' > /dev/null 2>&1 &"
3.- Gravar como aplicação.

sábado, 18 de setembro de 2010

Critérios

Os critérios jornalísticos são fascinantes. Todos os canais de televisão e de rádio noticiaram o tiroteio em Alcains. Falaram de pessoas, de famílias, de primos e tios. Houve vítimas, mortos e feridos. Um homem de quarenta e tal anos, outro de vinte e tal. Também ouvi a expressão ‘comerciantes’. Nunca a expressão ‘ciganos’ apareceu, em qualquer notícia de qualquer jornal - pelo menos dos que me passaram pelos olhos – apesar de todos os envolvidos serem ciganos. Compare-se com a situação das expulsões de França. Se as notícias tivessem sido dadas do mesmo modo, apenas saberíamos que um grupo de emigrantes ilegais que se dedicavam ao tráfico de droga, à mendicidade e aos pequenos furtos tinha sido expulsa do país. Nada de extraordinário. Poupavam-se muitas indignações.

João Caetano Dias
in Blasfémias, 18/9/2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Samsung i5700 Spica: apagar aplicações PT/Sapo

Uma das desvantagens de comprar um telemóvel bloqueado a uma determinada rede/operadora é vir cheio de aplicações inúteis que nada mais fazem do que ocupar espaço precioso no nosso cartão. E, ao contrário das aplicações "normais", onde um simples "uninstall" resolve o problema, só é possível apagá-las se o utilizador tiver permissões especiais (aka "root").

Cada caso é um caso. Para ter acesso "root" no meu Samsung i5700 Spica, segui este tutorial. De seguida, acedi à directoria "tools" do Android SDK através do Command Prompt (cmd.exe) e corri o Android Debug Bridge (adb.exe) para aceder ao telemóvel via terminal (adb shell). Como, por defeito, está "read-only", tive de "remontá-lo" como "read-write" de modo a poder apagar as aplicações ("mount -o remount,rw,codepage=utf8,vfat,xattr,check=no /dev/stl6 /system"). Depois foi só executar o comando "rm system/app/pt.sapo.mobile.android.*" e reiniciar o telemóvel :)


(clicar para ampliar)


Notas:
1.- Correr o Command Prompt (cmd.exe) como Administrador (botão dto. do rato, "Executar como administrador").
2.- Para verificar qual o "device" a montar, escrevemos "mount". O que tiver o /system associado, é esse (no meu caso, é o /dev/stl6).
3.- Não é obrigatório usar o "adb". Podemos usar o Android Terminal Emulator ou o Terminal Emulator. Não esquecer de primeiro escrever "su". Quando aparecer "#", significa que já temos permissões "root".

Outros links interessantes:
- androidPT 2.1
- Samdroid.net
- Samsung Firmwares

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Estado fez muito bem!

Ponto 1. o Estado português fez muito bem em ter utilizado a golden share para impedir a compra da Vivo pela Telefónica. As ofendidas virgens do mercado sobem pelas paredes com o crime. Pois, convém lembrar-lhes que se há país que mais tem utilizado o poder do Estado para impedir a compra das suas empresas por estrangeiros tem sido precisamente (adivinhem?) Espanha. Os exemplos abundam no sector energético, no sector financeiro, no mercado de combustíveis. Em Itália, Berlusconi impediu que a mesma Telefónica tomasse o controlo da Telecom Italia. E o que fez a Telefónica? Meteu o rabo entre as pernas e veio tentar comer um osso que julgava fácil. E na Gália o governo francês impediu a compra da Danone por um multinacional, bem como a entrada de investidores estrangeiros no seu sector energético. As virgens ofendidas do mercado têm muitos países onde ir morrer longe, inclusive em Inglaterra onde ainda existem golden shares!

Ponto 2. Ai, mas coitadinhos dos accionistas da PT, que queriam vender e o Estado não deixou! Em primeiro lugar, os accionistas da PT têm beneficiado de um muito agressivo plano de remuneração das acções após a OPA da Sonaecom. Em segundo, suponho que nenhum accionista da PT desconhecia a existência de uma golden share do Estado. Se pensavam que a dita cuja era assim uma espécie de berloque para colocar na árvore de Natal, sem outra utilização do que nomear um presidente do conselho de administração, mais uns compagnons de route, problema deles.

Ponto 3. Em todo o processo, quem se portou de uma forma altamente reprovável foi a Telefónica. Avançou para a compra da Vivo sem avisar o seu parceiro de há treze anos. Rejeitada, passou às ameaças: que congelava os dividendos da Vivo, que lançava uma OPA sobre a PT. Nunca aceitou conversar com os três principais dirigentes da operadora portuguesa, apesar de ter sido anunciada publicamente a sua disponibilidade. Depois, nervosa e sem nenhum pudor, vende a sua posição na PT a três investidores pintados para poderem votar na AG. Como as autoridades impedem o truque, desenvolve conversas paralelas com alguns accionistas nacionais de referência no dia anterior à Assembleia Geral para garantir que votarão a favor da proposta se aumentar o preço. E em todo este processo, nunca a Telefónica pediu para falar com representantes do Governo português. Há alguma dúvida de quem se portou de uma forma pesporrenta e arrogante? E sobre este comportamento não há nenhuma crítica das virgens ofendidas do mercado?

Ponto 4. A PT sem a Vivo deixa a liga dos Campeões das telecomunicações e passa a jogar nos campeonatos distritais. Mas Portugal também fica muito pior. Até agora, com a Vivo, a PT é um dos maiores empregadores nacionais, sobretudo ao nível dos jovens engenheiros e gestores formados nas escolas portuguesas: uma das empresas que mais atrai o talento nacional; uma das empresas que mais investe no país, em particular na área da inovação; uma das empresas que mais impostos paga; uma das empresas com mais actividade nas áreas de responsabilidade social. Sem a Vivo, tudo será diferente para a PT e para Portugal. A escala será muito mais reduzida, quase paroquial. É isto que o veto do Estado português ao negócio quer impedir. Por isso, foi muito bem utilizado.

Nicolau Santos
in Semanário "Expresso", suplemento de Economia, pág. 05, 03/07/2010.

sábado, 29 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

GNU/Linux: Instalar drivers Canon em distros 64bits

Muitas das drivers disponibilizadas pela Canon para o GNU/Linux são de 32bits. Se tentarmos instalar em distros de 64bits, dá erro. Mas, ao contrário do que alguns utilizadores possam pensar, é possível “dar a volta”. Basta seguir os passos deste post e substituir onde diz “i386” por “amd64” (ver “architecture”).

[Testado com a Pixma MP140 e Pixma iP2600 no Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx) 64bit (AMD64)]