sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A Visitação dos Reis Magos ao Salvador da Lapa
Numa altura de forte crise internacional, não ter orçamento é o pior sinal que se pode dar aos mercados, à comissão europeia, enfim, a todas as instâncias que realmente interessam, quer se goste ou não. Mesmo sendo um mau orçamento.
E, ao contrário do que alguns possam pensar, também não sei se esta história acabará bem para PPC. Talvez a visita dos “reis magos” à sede laranja tenha sido a justificação que o líder do PSD precisava para poder se abster e, no final, tudo terminar... como deve ser. Vamos ver.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Google Chrome (Mac OS X): algumas dicas (I)
Como criar múltiplos perfis
1.- Abrir o “AppleScript Editor";
2.- Vamos supor que queremos criar um perfil para as “Finanças”. Fazemos o seguinte:
Como alterar (temporariamente) o user-agent
No terminal, escrever:
2.- Vamos supor que queremos criar um perfil para as “Finanças”. Fazemos o seguinte:
do shell script "/Applications/Google\\ Chrome.app/Contents/MacOS/Google\\ Chrome --user-data-dir=/Users/$USER/Library/Application\\ Support/Google/Finanças > /dev/null 2>&1 &"
3.- Gravar como aplicação (seleccionar “Application” no File Format). Por ex: Google Chrome Finanças.app. Depois, é só arrastar para a pasta das aplicações.
(Se quisermos alterar o ícone, basta fazer cp/paste do original.)
Como alterar (temporariamente) o user-agent
No terminal, escrever:
open /Applications/Google\ Chrome.app --args -user-agent="Mozilla/5.0 (X11; U; FreeBSD i386; en-US; rv:1.9.2.10) Gecko/20100914 Firefox/3.6.10"
Como alterar o user-agent num novo perfil
1.- Abrir o “AppleScript Editor”;
2.- Copiar o seguinte:
do shell script "/Applications/Google\\ Chrome.app/Contents/MacOS/Google\\ Chrome --user-data-dir=/Users/$USER/Library/Application\\ Support/Google/Finanças --user-agent='Mozilla/5.0 (X11; U; FreeBSD i386; en-US; rv:1.9.2.10) Gecko/20100914 Firefox/3.6.10' > /dev/null 2>&1 &"sábado, 18 de setembro de 2010
Critérios
Os critérios jornalísticos são fascinantes. Todos os canais de televisão e de rádio noticiaram o tiroteio em Alcains. Falaram de pessoas, de famílias, de primos e tios. Houve vítimas, mortos e feridos. Um homem de quarenta e tal anos, outro de vinte e tal. Também ouvi a expressão ‘comerciantes’. Nunca a expressão ‘ciganos’ apareceu, em qualquer notícia de qualquer jornal - pelo menos dos que me passaram pelos olhos – apesar de todos os envolvidos serem ciganos. Compare-se com a situação das expulsões de França. Se as notícias tivessem sido dadas do mesmo modo, apenas saberíamos que um grupo de emigrantes ilegais que se dedicavam ao tráfico de droga, à mendicidade e aos pequenos furtos tinha sido expulsa do país. Nada de extraordinário. Poupavam-se muitas indignações.
João Caetano Dias
in Blasfémias, 18/9/2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Samsung i5700 Spica: apagar aplicações PT/Sapo
Uma das desvantagens de comprar um telemóvel bloqueado a uma determinada rede/operadora é vir cheio de aplicações inúteis que nada mais fazem do que ocupar espaço precioso no nosso cartão. E, ao contrário das aplicações "normais", onde um simples "uninstall" resolve o problema, só é possível apagá-las se o utilizador tiver permissões especiais (aka "root").
Cada caso é um caso. Para ter acesso "root" no meu Samsung i5700 Spica, segui este tutorial. De seguida, acedi à directoria "tools" do Android SDK através do Command Prompt (cmd.exe) e corri o Android Debug Bridge (adb.exe) para aceder ao telemóvel via terminal (

(clicar para ampliar)
Notas:
1.- Correr o Command Prompt (cmd.exe) como Administrador (botão dto. do rato, "Executar como administrador").
2.- Para verificar qual o "device" a montar, escrevemos "mount". O que tiver o /system associado, é esse (no meu caso, é o /dev/stl6).
3.- Não é obrigatório usar o "adb". Podemos usar o Android Terminal Emulator ou o Terminal Emulator. Não esquecer de primeiro escrever "su". Quando aparecer "#", significa que já temos permissões "root".
Outros links interessantes:
- androidPT 2.1
- Samdroid.net
- Samsung Firmwares
Cada caso é um caso. Para ter acesso "root" no meu Samsung i5700 Spica, segui este tutorial. De seguida, acedi à directoria "tools" do Android SDK através do Command Prompt (cmd.exe) e corri o Android Debug Bridge (adb.exe) para aceder ao telemóvel via terminal (
adb shell). Como, por defeito, está "read-only", tive de "remontá-lo" como "read-write" de modo a poder apagar as aplicações ("mount -o remount,rw,codepage=utf8,vfat,xattr,check=no /dev/stl6 /system"). Depois foi só executar o comando "rm system/app/pt.sapo.mobile.android.*" e reiniciar o telemóvel :)
(clicar para ampliar)
Notas:
1.- Correr o Command Prompt (cmd.exe) como Administrador (botão dto. do rato, "Executar como administrador").
2.- Para verificar qual o "device" a montar, escrevemos "mount". O que tiver o /system associado, é esse (no meu caso, é o /dev/stl6).
3.- Não é obrigatório usar o "adb". Podemos usar o Android Terminal Emulator ou o Terminal Emulator. Não esquecer de primeiro escrever "su". Quando aparecer "#", significa que já temos permissões "root".
Outros links interessantes:
- androidPT 2.1
- Samdroid.net
- Samsung Firmwares
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O Estado fez muito bem!
Ponto 1. o Estado português fez muito bem em ter utilizado a golden share para impedir a compra da Vivo pela Telefónica. As ofendidas virgens do mercado sobem pelas paredes com o crime. Pois, convém lembrar-lhes que se há país que mais tem utilizado o poder do Estado para impedir a compra das suas empresas por estrangeiros tem sido precisamente (adivinhem?) Espanha. Os exemplos abundam no sector energético, no sector financeiro, no mercado de combustíveis. Em Itália, Berlusconi impediu que a mesma Telefónica tomasse o controlo da Telecom Italia. E o que fez a Telefónica? Meteu o rabo entre as pernas e veio tentar comer um osso que julgava fácil. E na Gália o governo francês impediu a compra da Danone por um multinacional, bem como a entrada de investidores estrangeiros no seu sector energético. As virgens ofendidas do mercado têm muitos países onde ir morrer longe, inclusive em Inglaterra onde ainda existem golden shares!
Ponto 2. Ai, mas coitadinhos dos accionistas da PT, que queriam vender e o Estado não deixou! Em primeiro lugar, os accionistas da PT têm beneficiado de um muito agressivo plano de remuneração das acções após a OPA da Sonaecom. Em segundo, suponho que nenhum accionista da PT desconhecia a existência de uma golden share do Estado. Se pensavam que a dita cuja era assim uma espécie de berloque para colocar na árvore de Natal, sem outra utilização do que nomear um presidente do conselho de administração, mais uns compagnons de route, problema deles.
Ponto 3. Em todo o processo, quem se portou de uma forma altamente reprovável foi a Telefónica. Avançou para a compra da Vivo sem avisar o seu parceiro de há treze anos. Rejeitada, passou às ameaças: que congelava os dividendos da Vivo, que lançava uma OPA sobre a PT. Nunca aceitou conversar com os três principais dirigentes da operadora portuguesa, apesar de ter sido anunciada publicamente a sua disponibilidade. Depois, nervosa e sem nenhum pudor, vende a sua posição na PT a três investidores pintados para poderem votar na AG. Como as autoridades impedem o truque, desenvolve conversas paralelas com alguns accionistas nacionais de referência no dia anterior à Assembleia Geral para garantir que votarão a favor da proposta se aumentar o preço. E em todo este processo, nunca a Telefónica pediu para falar com representantes do Governo português. Há alguma dúvida de quem se portou de uma forma pesporrenta e arrogante? E sobre este comportamento não há nenhuma crítica das virgens ofendidas do mercado?
Ponto 4. A PT sem a Vivo deixa a liga dos Campeões das telecomunicações e passa a jogar nos campeonatos distritais. Mas Portugal também fica muito pior. Até agora, com a Vivo, a PT é um dos maiores empregadores nacionais, sobretudo ao nível dos jovens engenheiros e gestores formados nas escolas portuguesas: uma das empresas que mais atrai o talento nacional; uma das empresas que mais investe no país, em particular na área da inovação; uma das empresas que mais impostos paga; uma das empresas com mais actividade nas áreas de responsabilidade social. Sem a Vivo, tudo será diferente para a PT e para Portugal. A escala será muito mais reduzida, quase paroquial. É isto que o veto do Estado português ao negócio quer impedir. Por isso, foi muito bem utilizado.Nicolau Santosin Semanário "Expresso", suplemento de Economia, pág. 05, 03/07/2010.
sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
GNU/Linux: Instalar drivers Canon em distros 64bits
Muitas das drivers disponibilizadas pela Canon para o GNU/Linux são de 32bits. Se tentarmos instalar em distros de 64bits, dá erro. Mas, ao contrário do que alguns utilizadores possam pensar, é possível “dar a volta”. Basta seguir os passos deste post e substituir onde diz “i386” por “amd64” (ver “architecture”).
[Testado com a Pixma MP140 e Pixma iP2600 no Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx) 64bit (AMD64)]
[Testado com a Pixma MP140 e Pixma iP2600 no Ubuntu 10.04 (Lucid Lynx) 64bit (AMD64)]
domingo, 23 de maio de 2010
Mac OS X: Erro na criação de partições
As mensagens de erro mais comuns/frequentes na criação de partições no Mac OS X são as seguintes:
No segundo, pode ser algum ficheiro do sistema que esteja “locked” mas o mais provável é estar relacionado com o tamanho (demasiado grande) de um ou mais ficheiros que o sistema não consegue mover. Antes de apagar algum ficheiro importante, vamos experimentar apagar apenas a imagem temporária do “sleep” (
No meu caso, bastou mover a imagem do VMware correspondente ao Windows 7 (tem quase 30gb...) para um disco externo. Depois de criada a partição, foi só voltar a copiá-la para o disco rígido.
#update: Se mais tarde quisermos reduzir a partição do OS X e o "Disk Utility" mostrar a mensagem de erro "
- Could not modify partition map because filesystem verification failed.- The disk cannot be partitioned because some files cannot be moved.No segundo, pode ser algum ficheiro do sistema que esteja “locked” mas o mais provável é estar relacionado com o tamanho (demasiado grande) de um ou mais ficheiros que o sistema não consegue mover. Antes de apagar algum ficheiro importante, vamos experimentar apagar apenas a imagem temporária do “sleep” (
sudo rm /var/vm/sleepimage). Se o "Boot Camp Assistant" ou o “Disk Utility” continuar com mensagens de erro, então temos que procurar pelo(s) ficheiro(s) que possa(m) estar na sua origem. Normalmente são imagens do VMware, Parallels, VirtualBox, etc.No meu caso, bastou mover a imagem do VMware correspondente ao Windows 7 (tem quase 30gb...) para um disco externo. Depois de criada a partição, foi só voltar a copiá-la para o disco rígido.
#update: Se mais tarde quisermos reduzir a partição do OS X e o "Disk Utility" mostrar a mensagem de erro "
MediaKit reports no such partition", arrancar com o cd do Ubuntu e usar o GParted. [Nota: Este programa apenas reduz partições hfs+ (mais info aqui). Se quisermos aumentar a partição do OS X, jogamos ao contrário, ie, reduzimos primeiro a partição do Linux (ou Windows, etc.) e só depois corremos o "Disk Utility"].
domingo, 16 de maio de 2010
Ubuntu One Music Store e o Lince Ibérico
Uma das novidades do lançamento da última versão do Ubuntu foi a criação do Ubuntu One Music Store. É um serviço online integrado no Rhythmbox onde o utilizador pode adquirir música de centenas de bandas/artistas em formato MP3 a um preço bastante acessível e - ao contrário do iTunes - sem quaisquer restrições do famigerado DRM.
Ao lançar a versão 10.04, a Canonical pretendeu prestar tributo ao lince ibérico, não só através do nome de código “Lucid Lynx” como também proporcionando uma ajuda financeira: 50% dos lucros obtidos no Ubuntu One Music Store revertem a favor da conservação desta espécie em vias de extinção, sendo doados à organização portuguesa “SOS Lynx”.
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