sábado, 27 de dezembro de 2008

Teste Zon - The year is 1(*)

Após 18 meses de mau serviço Meo e quase 6 meses à espera de suporte técnico dos mesmos, decidimos rescindir o contrato. A partir de agora estamos na Zon. Para o melhor e para o pior (esperamos o melhor, claro...).

E viva o mercado da concorrência.

(Este é o primeiro post da era Zon.)

(*)Qualquer semelhança com o Rosemary's Baby não é pura coincidência.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ecofont

A SPRANQ criou recentemente uma fonte que permite poupar até 20% de tinta nas impressões. Tendo por base a Bitstream Vera, uma fonte open source, os criadores da "ecofont" usaram círculos pequenos de modo a reduzi-la sem ficar ilegível. Se for usada para as tarefas diárias como cartas ou correio electrónico, a poupança pode ser bastante significativa para o consumidor.

De acordo com o site oficial, o objectivo da empresa holandesa é alertar para os gastos de papel com impressões desnecessárias ao mesmo tempo que pretende inspirar os fabricantes de software e hardware a fazer inovações mais ecológicas nos seus produtos.

Esta fonte está disponível gratuitamente a particulares e a empresas e pode ser sacada aqui.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Os dias do fim

O apocalipse está a chegar! Fujam! Corram para o bunker mais próximo! A NATO resolveu equipar parte do seu material informático com o Windows Vista, o último grito (de desespero!) em "segurança" e "estabilidade" da Microsoft.

Brincadeiras à parte, não consigo deixar de pensar no porquê de uma organização militar como a NATO querer ficar dependente de uma empresa privada americana quando existem alternativas livres e altamente personalizáveis como o GNU/Linux. Se há áreas/sectores onde a aposta neste sistema operativo devia ser fortemente encarada é aqui, na defesa militar. Enfim, só espero que, na hora "H", o servidor da Microsoft não se lembre de identificar a cópia legítima do Windows como pirata e paralisar todo o sistema ou, então, ofereça aos presentes os famigerados BSOD.

domingo, 7 de dezembro de 2008

M-a-g-i-s-t-r-a-l

"Muse In Arms" é a definição de martial industrial, a sua quinta-essência; sinónimo de perfeição; épico. Há muito tempo que não ouvia um álbum tão bom. Simplesmente brilhante!

TRIARII - Muse In Arms

Info | Site oficial

sábado, 29 de novembro de 2008

Disparar primeiro, perguntar depois

Parece que anda por aí um grupito de meninos que, aparentando não ter mais que fazer e em nome de um pseudo combate à pirataria, quer fiscalizar todo o tráfego que os utilizadores fazem na internet. Segundo essa pandilha, aos utilizadores que tenham um tráfego acima do normal (?), deve-lhes ser cortado o acesso à internet, pois aquilo que sacam deverá estar protegido pelos direitos de propriedade intelectual. Presumem, então, que se o tráfego é elevado, é porque os utilizadores fazem downloads ilegais (de filmes, música, software, etc.). E, por isso, denunciam o utilizador aos ISP. Mesmo sem conhecerem, de facto, o conteúdo do tráfego...

Ou seja, por exemplo, se eu sacar e partilhar a .iso do Ubuntu Linux (a imagem do DVD tem 4.3Gb, imaginem o tráfego que a partilha deste ficheiro gera), poderei ver o meu serviço cortado, sem qualquer explicação viável ou aviso prévio, pois partem do princípio que o meu tráfego é de partilha ilegal de ficheiros. Esses patetas, podendo espiar o tráfego dos utilizadores, o que por si só é já um claro abuso do direito à privacidade individual de qualquer cidadão, poderão denunciá-lo com base numa mera presunção. Após três denúncias, os ISP cortam o acesso à net.

Não há qualquer prova de ter sido cometida uma ilegalidade, nem sequer há um julgamento, em tribunal, onde eu possa fazer valer os meus direitos de defesa. Onde está a presumível inocência até prova em contrário? Ou, voltámos atrás no tempo, e um simples bufo que desconfie de algo pode, ditatorialmente, eliminar direitos fundamentais de qualquer cidadão?

É como ter uma webcam direccionada para cada janela de casa. Eles até podem usar o argumento "Não tens nada a esconder, pois não?", mas a questão não é o ter ou não ter algo a esconder. A questão aqui é a violação de privacidade, um dos direitos mais básicos de qualquer um. E a condenação sumária, sem o direito a resposta ou defesa. É o disparar primeiro, perguntar depois.

Recomendo vivamente a leitura dos posts da Paula Simões e do Rui Seabra.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Windows Vista: Open Command Window Here

Agora já é possível abrir o "Command Prompt" em qualquer directoria sem ter de instalar o "powertoy" da Microsoft. Basta premir a tecla "Shift" ao mesmo tempo que clicamos no botão direito do rato em cima da directoria pretendida. No menu, vai aparecer a opção "Open Command Window Here". E pronto.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

[repost] Caça às bruxas

(A propósito de uma conversa com um colega meu sobre a recente campanha da ASSOFT, lembrei-me de um post que coloquei aqui no ano passado antes de ter dado cabo do "template" original da versão 2. Felizmente, ainda tinha o "draft" guardado no disco rígido externo...)

Gostaria de saber qual é o direito da ASSOFT - uma associação privada - em enviar cartas às empresas pedindo informações sobre os programas instalados nos seus computadores. Não será este tipo de informação confidencial? Que empresas estarão por trás desta associação e quais serão os verdadeiros motivos desta campanha torpe?

Segundo o site oficial, a ASSOFT "tem como principais actividades: prestar apoio jurídico na elaboração de contratos de utilização e licenciamento de equipamentos informáticos, bem como na resolução de conflitos entre empresas e técnicos de software; coopera com produtores, distribuidores e agentes de software através da organização de seminários e campanhas de sensibilização, acções de luta anti-pirataria, campanhas de divulgação educativas junto de escolas, universidades e outras organizações no que diz respeito à legalidade, dispondo de um vasto conjunto de documentação de apoio às empresas sobre o uso legal de software". Não leio em lado nenhum que uma das suas actividades seja o levantamento do software/hardware das empresas. Muito menos li as palavras "inspecção" ou "fiscalização".

Se estão, de facto, apenas interessados na promoção e defesa da legalidade do software, não lhes compete a eles mas sim às autoridades oficiais fiscalizar, fazendo estas para tal o respectivo inquérito/levantamento. Estas, sim, é que deverão saber se uma empresa X ou Y usa software legal.

A utilização ilegal de software é um crime e isso não está em causa. Agora, é muito discutível - e, quiçá, roçará a fronteira da legalidade - uma associação privada enviar cartas intimidadoras a "alertar e aconselhar" as empresas a preencherem um questionário sobre o seu material informático.

Pela minha parte, vou ignorar. Não vou contribuir para alimentar a base de dados a estes bardamerdas. Usamos software proprietário, software livre e freeware. Temos tudo legal e devidamente licenciado. E no caso dos dois últimos, tenho sempre o cuidado extra de ler as respectivas licenças para uso comercial. Se a ASAE e/ou a PJ quiserem aparecer, façam favor.

Desculpe, podia repetir? (II)

Eu não acredito em reformas quando se está em democracia, quando não se está em democracia, é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se; e até não sei, se a certa altura, não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então, venha a democracia - Manuela Ferreira Leite, Presidente do PSD
(Com estas palavras, MFL demonstra fraqueza nas suas convicções e receio em governar - caso seja eleita primeira-ministra, muito dificilmente haverá reformas - ao mesmo tempo que elogia Sócrates pela "coragem" de reformar em democracia. Enfim, cada tiro, cada melro. Será a MFL a nossa Sarah Palin?)