I Encontro Nacional de Interoperabilidade

No próximo dia 16 de Setembro, quarta-feira, irá decorrer o I Encontro Nacional de Interoperabilidade no Parque das Nações (Fórum IBM), em Lisboa.

Entre as 9.30 e as 17.30 horas, reputados especialistas analisam/debatem as questões que se prendem com a (in)capacidade dos vários sectores da sociedade interagirem e comunicarem entre si num mesmo sistema de forma confortável, competente e eficaz. Participam, entre outros, Dr. Rui Grilo (Coordenador Adjunto para o Plano Tecnológico), Dr. Ricardo Jardim Gonçalves (Coordenador do UNINOVA-GRIS), Dr. António Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogados), Dr. Francisco Murteira Nabo (Bastonário da Ordem dos Economistas), Prof. José Tribolet (Presidente do INESC) e Dr. Francisco Barbedo (subdirector da DGARQ), assim como representantes da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI).

A participação é reservada a pessoas convidadas. Pode solicitar um convite até ao dia 15 de Setembro bastando para isso preencher um formulário aqui.

Para mais informações, consulte o site oficial do Encontro em http://encontro.interoperabilidade.info.

OpenDNS

O OpenDNS é um serviço de resolução de DNS gratuito que pode ser usado tanto em casa como no trabalho. Para além de devolver o IP mais rapidamente que os servidores dos ISPs devido à sua enorme cache, oferece também outras opções bastante interessantes, como protecção contra sites de phishing, filtrar sites pornográficos, bloquear determinado site ou domínio, definir atalhos para endereços, correcção de erros na escrita de endereços, assim como outras funcionalidades adicionais para administradores de redes, como verificar o registo de sites visitados.

Para criar uma conta, basta clicar aqui e escolher o dispositivo. De seguida, são apresentados os passos para a configuração. Os IPs dos servidores do OpenDNS são os seguintes: 208.67.222.222 e 208.67.220.220.

É uma solução simples e ideal para pais preocupados com a segurança dos seus filhos ou administradores de sistemas de micro e pequenas empresas.

Para bom entendedor...

No caso das escutas, o Público disse que “fonte” não identificada da Presidência admitia ter “suspeitas” de que assessores do primeiro-ministro andavam pelas esquinas a ouvir as elaboradas conversas que se tinham em Belém.

Repare-se no seguinte:

  • Não se diz quem do gabinete do primeiro-ministro possa ter escutado; e
  • O alegado escutado recusa-se a falar sobre o assunto.
A história era demasiado inverosímil para ser levada a sério. O país riu-se à gargalhada, os próprios “comentadores” de direita demarcaram-se de tão grosseiro embuste e o assunto morreu.

Ontem, um novo embuste foi ensaiado com o Jornal de Negócios a fazer a seguinte manchete: “Gabinete de Sócrates acusado de ameaçar gestor do PSD”.

Jorge Bleck, advogado, dirigente do PSD, designadamente no consulado de Marcelo, e actual vice-presidente de um instituto laranja, aparece agora, nas vésperas das eleições, a proclamar que Alexandre Relvas, outro dirigente laranja, havia sido intimidado para que “medisse bem” o que dizia… há mais de um ano.

Repare-se no seguinte:

  • Uma vez mais, não se diz quem do gabinete do primeiro-ministro possa ter pressionado;
  • Também o alegado pressionado se recusa a falar sobre o assunto;
  • Se isso fosse verdade, tinha ocorrido há mais de um ano;
  • A técnica utilizada é exactamente a mesma das escutas — são lançadas falsidades, que nenhum dos visados confirma, e os alegados autores das pressões nunca são identificados.
Veja-se que Alexandre Relvas não é um soldado desconhecido do PSD. Foi ajudante de Cavaco, mais tarde director de logística da campanha de Cavaco à presidência e, com a Dr.ª Manuela, foi alçado à presidência do instituto laranja, tendo-se desdobrado desde então em intervenções públicas e entrevistas. Numa destas, contou até que é visita habitual de Cavaco, sendo por isso surpreendente que o Presidente da República, se um seu amigo muito próximo, a quem apelida de “o meu José Mourinho”, estivesse a ser pressionado por razões políticas se mantivesse em silêncio sobre o assunto... durante mais de um ano.

Bem vistas as coisas, é como diz a Dr.ª Manuela: "Eu não quero saber se há escutas ou não, eu não quero saber se há retaliações ou não, o que é grave é que as pessoas acham que há". Não há melhor definição de “Política de Verdade”.

Miguel Abrantes
in Câmara Corporativa